quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

comentario do grande Marcos (meu amigo imaginario)

Ah manu! Eu tô cansado, me sinto como se tivesse 80 anos naquela descrição do Caio Fábio. Então não me condene pela minha distorção salomônica que não permite um pitaco descente. Como diria o Ap. Paulo " pra mim seria mto melhor estar com Cristo, mas importa que eu fique aqui convosco" ...
Tsc ah é isso! How loooooonng?



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o garoto imaginario eh algo q mora em cada um de nós que clama pela volta dos anos 80 e faz vigilias em prol da conversao de robert smith...e acredita que o anti cristo tem algo a ver com o sucesso e decadencia do metal farofa que acabou com grandes nomes da historia humana....

Vendo o futuro na visão do passado observamos um presente decadente!


 

Estava hoje eu em uma locadora, resolvi pegar um filme que para muitos é antigo, inclusive para mim, e com isso anulei uma das minhas filosofias mais xiitas, pois considero que nunca se deva alugar um filme cujo o mesmo já passou na tela quente, mas deixando isso de lado gostaria de ponderar alguns pontos pela qual eu observei (ohhhhhhhh ele observa!!!!).

Este filme participa do que eu chamo de "A trinca Otimista" (Geralmente eu divido tudo em grupo de três para ficar mais fácil a análise), eu a denomino assim, porque nela estão imbutidos filmes em que a humanidade aprende alguma coisa e consegue dar volta por cima, podemos ver isso nos seguintes filmes, Independence Day, Armageddon e o filme que aluguei O dia depois de amanh", no Independence Day a terra é invadida por seres extra-terrenos e o povo americano liderado por seu presidente que entra na guerra literalmente pilotando um caça se livra dos margoso, ainda na trama o Jeff Goldblum supera a suspeita de um chifre presidenciável, e o jovem Will Smith ainda consegue aprender a dirigir uma nave com tecnologia intergaláctica, eu considero um filme otimista porque mostra uma lição de vida com o primeiro mundo se unindo ao terceiro para derrotar as forças inimigas, se bem que por eles acharem que isso é um sinal de humildade se juntar com a gente, não os torna tão humildes assim mas ai já fica pra outro post (sim infelizmente terá outros e outros huahuhuhahua...desculpe), o filme Armageddon é o meu favorito, tem muita marmelada, muita coisinha, mas tem o Willis que pra mim é o cara, e a Liv Tyler (ai...ai...rum...rum...), mostra um reles furador de poço que faz treinamento na NASA pra poder salvar a terra da extinção, eu gosto da idéia do cara que de manhã cedo se preocupa com o nome no SERASA e com o namoro da filha ligado ao medo dela perder a pseudo-virgindade (já que o cinema inteiro sabe que ela já rodou faz tempo), e a tarde ele se preocupa se morre ou não para salvar o mundo, é uma coisa linda, é marmelada mas é messiânico, uma gota de graça pra humanidade que clama por sal morrendo de sede, e "o dia depois de amanhã", mostra uma humanidade cheia de si, arrogante, despreocupada com a camada de ozônio e outras coisas superficiais, pra que se preocupar com algo de tão baixa relevância? Mas o filme é totalmente fictício nós sabemos o quanto temos preocupados com isso, (minha cota de sarcasmo acabou), eu achei um filme bem feito com um roteiro legal apesar de não conhecer muita coisa, vi só um documentário do ex vice-presidente americano Al Gore que é figura bem parecida com o professor do filme, o Professor Jack Hall (Danis Quaid), o filme mostra algumas lições de companheirismo, fidelidade e mostra os Estados Unidos se humilhando pra poder ficar no México e em outros países do terceiro mundo, é um filme com mensagens de ateísmo mas bom, só achei que os eventos foram muito rápidos mas como eu falei não sou nenhum climatólogo (ou seja la como se diz da pessoa que cuida do clima e mudanças nele).

    Mas hoje em dia parece que a coisa mudou um pouco de figura, não vemos mais otimismo nem nas fanfarrices americanas, observemos filmes como Resident Evil, I am Legend, e outros do gênero, parece que a sociedade está começando a acreditar que o rumo que tomamos não tem mais volta, pois pregam uma aniquilação, uma quase extinção da raça humana decorrida de experimentos e explorações inadequadas, e na realidade eles estão certos, ou melhor, nós estamos certos, nós estamos certos quando percebemos que estamos completamente errados, eu acredito piamente em Deus e por conseguinte na sua Palavra, e nela inclusa o Apocalipse, mas não creio em um apocalipse como castigo, todavia um apocalipse como colheita, Deus trabalha castigando ao homem com as próprias conseqüências de seus atos, e vemos uma humanidade que infelizmente cambiou tudo que tinha por nada, trocou coisas plenas e eternais por pratos de lentilha, trocou a plenitude de conhecimento em Deus por águas rançosas da religião. Me entristece muito perceber isso...

E nem da pra escrever que eu vou mudar tudo a começar por mim, por que eu sei que não vou mudar nada, e nem posso, a coisa ta feia e a tendência é piorar, algo que poderia mudar a historia o próprio Senhor Deus, não pode fazer muita coisa, pois Seu corpo (igreja) não se mobiliza a algo, temos uma mente perfeita em um corpo corrompido, e o caminho é a extinção, e não aprenderemos nada com ela, a coisa mais próxima de um arrependimento será a consternação e morder a língua esperando a morte, pois estão corrompidos pela maldição do ter e viver, e o que Deus tem não vai suprir uma pessoa que não está arrependida e tem um coração voltado para outras expectativas, e com um senso de felicidade distorcido.

E enquanto essas coisas não acontecem, vamos continuar escrevendo a historia futura com todas as alegorias que nos é permitido com toda a realidade que nos for fantasiada, e com a nosso método de administração atual só podemos torcer para o nosso futuro ser parecido com MAD MAX que ao meu ver parece mais com um paraíso do que ao que rumamos no momento....


 

Oh meu pai!!!! How loooooooooooong!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Uma prece para Freud Flintstone

Uma prece para Freud Flintstone?


 


 


 

Bom eu resolvi escrever sobre isso porque é algo que tem me enchido o saco, o lance da acondicionalidade do ser humano, o ser humano está ficando cada vez mais igual aos filmes de futuro bizarro na qual víamos antigamente, a sociedade tem decepcionado a muitos, vemos agora algumas pessoas que fazem filmes e livros trazendo a tona a extinção humana, segundo eles seria a única coisa que poderia dar um "upgrade" a volta da sociedade ao ponto zero, vemos isso desde ao filme antiqüíssimo "Guerra dos Mundos", passando por "resident evil" e o mais novo "i am legend", estamos vivendo uma mesmice sem tamanho e algo tende acontecer, pois vivemos uma era sem heróis, com muitos vilões, uma era com o bem corrompido e um mal bom olhando por um outro ângulo, de modo que o bem se passa por errado e o mal acha que pode dar um rumo melhor para o mundo, vemos isso claramente em Bin Laden, um ser preocupado com a cultura "cristã" maior exportadora do mundo de violência, armamento e pornografia, no caso o mano Bin estaria apenas preocupado que "cristãos" como George W. Bush cristianize o oriente. Eu não estou apoiando Bin Laden, pelo contrário, como Bush tem suas intenções espúrias, Bin Laden deve também ter seu lucrinho pulverizando o Ocidente.

    Mas voltando a falar da sociedade, temos vivido um estado de mediocridade sendo levantado dia a dia e temos uma profecia sobre isso do compositor Humberto Gessinger, que fez uma musica que foi gravada em meados de 1996, que fala da necessidade de ídolos serem levantados e derrubados, a música se chama "Freud Flintstone",
é como se fosse um oráculo sobre um programa de televisão que tem muito haver também sobre uma outra profecia de George
Orwell um livro feito após a segunda guerra, intitulado de "1984" que fala do "Grande Mano" em que o governo fascista implanta o "BIG BROTHER" (sim no livro 1984 é big brother mesmo), um meio de vigiar cada cidadão e impedir ameaças de revolução, mas no livro a punição é tirar a privacidade, isso em 1984 talvez seria um grande castigo mas hoje em dia isso é quase que voluntário.

Agora com vocês a musica FREUD FLINSTONE

Querem sangue, querem lama,
Querem à força o beijo na lona
E querem ao vivo
Querem à lágrima doida
Do ídolo caindo
Em câmera lenta

Querem lutar pelo que amam
Conquistar e destruir
O que amavam tanto

Faça uma prece pra Freud Flinstone
Acenda uma vela pra Freud Flinstone
Sacrifique o bom senso no seu altar

Na areia da arena
Saí de cena por decreto
A flor do deserto

Gran finale, ultima cena.
No ar pelas antenas
A morte do toureiro

Faça uma prece pra Freud Flinstone
Acenda uma vela pra Freud Flisnstone
Que o satélite lhe seja leve

Esqueça a prece pra Freud Flinstone
Acenda a fogueira pra Freud Flinstone
Vamos queimá-lo vivo, enterra-lo vivo,
O preço é uma prece, pague pra ver,
Compre ingresso, adeus Pink Floid Flinstone,
Fama, fogo, fúria, fé no clube Freud Flinstone

Que o satélite lhe seja leve

    Nessa musica podemos ver claramente a necessidade do Ser humano, que exibe uma busca frenética por Lama e Lona, ele tem a necessidade disso, ele hoje em dia precisa ter seus ídolos, ou pelo menos a imagem de um ídolo sobre a qual domine sobre ele e vice e versa. Hoje em dia temos visto que ídolos não são mais deuses sobrenaturais na qual criam nossos patriarcas, a coisa está muito mais baixa e mais nojenta. Estamos trabalhando e ganhando dinheiro com a finalidade de torrar seguindo padrões que nos é exigido e depois destruindo eles, nos sentindo poderosos o bastante para entregar a alguém a soberania de um deus e depois derrubá-lo.

    Não há coisa mais clara sobre isso que o fenômeno BIG BROTHER, na qual se colocam pessoas dentro de uma casa, oferecendo lhes tudo que precisam e saber ver qual as suas reações sobre estresse, injurias, difamações e calúnias e como reagem ao fato de lhes tirar as mesmas coisas. Este estilo de programa poderia ser processado por plágio por cientistas que criam hamsters em labirintos. O ser humano busca na realidade ver essas coisas, se sentem os deuses da cocada preta usando seu arbítrio divinamente julgando os bons e os mals. Como diria o grande Carlos Maltz faz parecer Novela das Oito ser carroça diante do V8 Grande Irmão.

    Então vemos que a sociedade entrou em uma dependência de micros deuses que agora além de produzir em grande escala ainda os faz descartáveis, para que se possa circular ainda em escala maior. E vemos mais ainda pessoas que se cansam de apenas assistirem os micro deuses e querem fazer parte do "bacanal" prostituindo sua privacidade pelos 15 minutos de fama. Afinal é o método mais rápido. Pois não adianta nada mostrar todo o seu potencial artístico, se tudo que a sociedade quer é alguém para adorar e alguém para odiar.

    A prova que a "endeusação já faz parte do dia a dia humanos está na seguinte questão, o que é mais aclamado programas da National Geografic ou o Gugu Liberato atual fornecedor Mor de micro deuses enlatados e consumidor maior da baba da sociedade decadente? O Gugu chama jovens rebolantes que saíram da miséria, da um disco pro desgraçado gravar, mostra os anos de glória, os acidentes de carro e a decadência e o transforma na matéria mais vendida da "CONTIGO" quando o infeliz contrai câncer. Como a National Geografic pode concorrer com isso? Estamos mais entusiasmados com o infeliz morrendo de câncer do que a cura da própria doença.

        E agora o que faremos pois?

    Eu pretendo continuar o que estou fazendo. Nada. Vou deixar minha televisão desligada, não vou ligá-la pra ver o circo de horrores que está acontecendo.

    A gana por Bezerros de ouro com certeza está cada vez mais gerando a vontade de ter um deus maior, um grande herói, o Big Brother. E pelo que conheço na minha sociedade ele não será o Deus verdadeiro, mas a sua antítese.

"Quem tiver sabedoria calcule seu numero"

Ainda há tempo de renunciar minha carteirinha de membro dos seres humanos?

Eu vou é ficar na minha... E cada vez gritando mais alto, embora grite quase só, nos desertos da vida, embora o deserto seja o único me pareça me ouvir


 

"HOW LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONG"

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Cristianismo Radical

Digamos que o mais constrangido fui eu!

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Cristianismo Radical
por Eliasaf de Assis

Descobrindo entre os marginalizados e miseráveis o que realmente significa seguir a Cristo

Nota da Redação: O artigo a seguir descreve um trabalho singular desenvolvido numa região decadente do centro de São Paulo. Há extensas citações do Pr. Paulo Cappelletti, presidente da missão. Suas afirmações não representam necessariamente a opinião do Conselho Editorial da revista Impacto e podem até chocar o leitor. Entretanto, consideramos que o trabalho que faz e o preço que paga lhe dão pleno direito de ser ouvido, até nas suas críticas à igreja como está hoje. Pedimos, tão-somente, que o leitor pondere tudo com coração aberto e retenha o que o Espírito lhe vivificar. Seja impactado!

Cruzando ruas famosas pelo comércio especializado de produtos eletrônicos, nossa atenção era disputada por lojas com CPU's, cd-rom's, instrumentos de som e garotos deitados na calçada fumando cachimbos de crack. Prostitutas de várias idades faziam "ponto" em estreitas portas de hotéis imundos, ladeados por lojas com cartazes de "impressoras laser usadas em 3 vezes sem juros".

Percorríamos o centro velho de São Paulo, região conhecida como Crackolândia, dada a facilidade de se verificar o uso de drogas a céu aberto. A visão de crianças entorpecidas é revoltantemente comum. Tradicionalmente descrito como antro de vício, prostituição e crimes violentos, o centro velho não muda a despeito dos planos municipais de revitalização. E nos últimos anos, a decadência e ruína estão mais profundas.

A Missão CENA

Um grupo de jovens seminaristas me acompanhava em uma visita à missão CENA (Comunidade Evangélica Nova Aurora). Encontramo-la instalada em um prédio antigo que serviu a um histórico clube de São Paulo. Uma grande fila de moradores de rua aguardava o início da distribuição de refeições. Ao passar por eles, fomos envolvidos por uma atmosfera de odores, cuja emanação ia do cheiro fétido de corpos sem banho ao agradável aroma da comida. A equipe, formada por gente de todo lado (recuperados, missionários brasileiros, suecos, ingleses, americanos...), estava a todo vapor: panelas chiavam na cozinha, esfregões e rodos limpavam o chão, organizadores ordenavam a espera pela refeição e as filas de banho. Na hora das refeições, os moradores de rua passam primeiramente pelos banheiros, estrategicamente posicionados. Banho primeiro, refeição depois. Nem todos gostam.

Assim que chegamos, nos deram serviço. O pessoal foi se envolvendo em algum afazer. Podado de dons que parecessem úteis, como eu ajudaria? Ocasionalmente utilizava um rodo (o maior que já vi!) para puxar a água do chão. Então piorou: pediram que eu pregasse, uma mensagem rápida de uns 5 minutos. Não me lembro do que falei, mas sim do esforço em escolher palavras adequadas. Foi difícil! Sentados diante de mim, aguardando a refeição, dezenas de moradores de rua oscilavam entre impaciência, torpor alcoólico ou um inesperado interesse. Público heterogêneo: homens e mulheres com históricos diversos: trabalhadores braçais que perderam o teto, profissionais especializados que sofreram decepções amorosas, portadores de doenças mentais e gente que nem se lembra mais como foi parar na rua.

Quando terminei, alguém sugeriu que me sentasse com os mendigos e conversasse. Movi a cabeça procurando um interlocutor. Um homem de idade indecifrável, estimo que de 30 a 50 anos, chamou-me a atenção. Mesmo após o banho, sua pele estava encardida e manchada, e o rosto grande e anguloso, emoldurado pelo cabelo desgrenhado, compunha uma selvagem aparência; parecia uma espécie de viking moreno.

Não demorou e desenvolvemos uma animada conversa. Ele explicou detalhadamente como conseguia CPF's frios e outros documentos, tarefa que fazia com regularidade, para si e para outros. Um dos jovens que me acompanhava sentou-se conosco. Animado com o aumento da platéia, o homem contou sua história mais impressionante: sofrera um atropelamento há quase dez anos. Seus intestinos ficaram expostos enquanto sangrava sob as rodas do carro. Socorrido, foi levado ao Hospital da Santa Casa, onde passou por uma operação paliativa. Avesso ao ambiente hospitalar, fugiu antes da cirurgia definitiva. Abriu então a camisa, soltou uma faixa que o envolvia na região do abdômen e mostrou, a mim e a um assustado seminarista, como seu ânus estava agora na barriga, ao lado do umbigo. Apesar desse susto, os sentidos de meu coração foram adaptando-se, e pude perceber além da aparência: vi uma pessoa singular, vivaz e inteligente, feita à imagem de Deus, ainda que coberta com a fuligem da rua e tornada invisível pela indiferença da grande cidade.

Com as portas do carro travadas, vidros fechados e ar-condicionado ligado, cruzamos com eles sem vê-los. Mas ali, criadas à imagem de Deus e por ele amadas com obsessão, no espaço entre a pista e a calçada, vivem, moram e morrem pessoas singulares. E a distância entre nós não é medida em metros, mas em compaixão. Nossa compaixão as alcançará?

O Que Fazer?

A missão CENA tenta cobrir essa distância. Seu presidente, Pr. Paulo Cappelletti, é avesso a qualquer culto de personalidade. "Aqui não homenageamos ninguém. Na CENA há muito trabalho, não personalidades em evidência", diz. A seu pedido, devo chamá-lo como é conhecido nas ruas: Macarrão.

Foi uma das melhores conversas que tive: atendeu-me prontamente, embora tivesse um compromisso dali a pouco tempo. "Vamos levar uma maca ginecológica para um prostíbulo. A ginecologista atende aqui no clube. Mas é difícil as garotas virem, só aquelas com muito vínculo com as missionárias. Fomos ao prostíbulo, conversamos com as meninas e sugerimos levar a ginecologista com a maca para fazer um exame papanicolau. O mais difícil foi explicar que o exame exige 72 horas sem 'trabalhar'."

Alto e grisalho, com voz forte e fala jovial, Macarrão exprime-se com uma franqueza desconcertante. Quando discutimos sobre o tempo que leva a recuperação de dependentes, ele responde: "Quanto a converter, eu mesmo estou tentando... não podemos deixar de enfatizar o processo de crescer em Cristo". Ele apresenta casos em que o trabalho de recuperação durou mais de 10 anos.

Macarrão mora com seus dois filhos e a esposa Sílvia, que é assistente social, em uma casa família com mais 20 pessoas, todas elas tiradas das ruas. Tomei um café da manhã com eles, certa vez, e os vi lidando com problemas bem familiares, como estímulo a leitura e preparo para procurar emprego.

Agora ele está vestido com uma bermuda, camiseta e havaianas, e parece-se muito com algum dos atendidos pela missão. Sueli pergunta se ele vai se arrumar. "Vou a um prostíbulo", responde bem-humorado. "Quanto mais malvestido, melhor...".

Macarrão é famoso por pregar uma vez nas igrejas e não ser convidado de novo.

Na inauguração de um templo novo e luxuoso, não resistiu e trombeteou lá do púlpito:

"Segundo a escatologia pré-tribulacionista, este templo vai ficar pro diabo. Aqui deveria funcionar um albergue ou uma creche. Já que fez, use! Em vez de templos de uso exclusivo de uma igreja, deveríamos levantar prédios para uso comum dos cristãos, da sociedade e comunidade adjacente. O templo é um instrumento, não deveria ser um monumento erigido a nada. O movimento evangélico de hoje não se assemelha de jeito nenhum ao movimento do século XVI. Além disso, historicamente a Reforma se adequou aos ricos".

Sem Máscaras

"A igreja perdeu o rumo. Ernst Kasemann, o teólogo, dizia já em 1931 que não podemos comparar o cristianismo atual com o Cristo Senhor. O que o cristianismo tem a ver com Cristo hoje? Kierkegaard também disse que o mundo religioso cristão é parecido com uma festa de máscaras".

Kasemann e Kierkegaard? Uma citação surpreendente feita por um pastor que empurra uma mesa ginecológica rua acima. Profundidade intelectual, espiritualidade prática e uma atitude questionadora são características de Macarrão.

O Movimento de Jesus: em direção aos pobres

"Parte da razão de as igrejas não se interessarem pelo pobre é facilmente respondida: como vou pedir dízimo de um sem-teto, que vive na rua? Nós é que temos que dar nosso dízimo pra ele! Madre Tereza teria dito o seguinte: 'Se houver pobre na lua, iremos até lá'. O movimento de Jesus é um movimento em direção aos pobres. Que não são muito diferentes de Jesus: ele não tinha onde morar ou o que comer. Se ele não era pobre, o que era então? A frase em meu orkut e msn é 'aquele que quer pregar o evangelho aos pobres, tem que se fazer pobre como eles para que o reino de Deus apareça'. Quem prega o evangelho tem que conferir ao pobre alguma dignidade, uma possibilidade de vida nesta Terra, tornar sua vida melhor. Jesus deixou a sua riqueza para que os pobres pudessem ser ricos. Ele perdeu sua vida para que os pobres que morrem possam ter vida. A intenção do evangelho é esta: dar vida. E essa vida acontece fora, no convívio e no caminhar. Ajudando alguém a conseguir emprego, 'batendo na porta' das empresas junto com ele e mobilizando pessoas a ajudar e repartir seu dinheiro com os pobres.

Há sentido em 2.500 pessoas estarem dentro de um templo e ao final alguém dizer: 'o culto foi maravilhoso!'? Maravilhoso em quê? Onde Deus se manifestou? O rico ficou mais pobre? O pobre ficou mais rico? Algum dos pobres da igreja teve ajuda para construir sua casa? Levantar a mão, ir à igreja, sentar no banco e ouvir um sermão, cantar as mesmas músicas todo domingo... Será que a vida cristã se resume a isso, uma espécie de monastério dominical? Eu não consigo viver assim."

A Conversão Deve Ser do Coração

"A maioria dos pastores não se importa com aspectos essenciais do cristianismo, como moral ou mesmo perdão. Jesus disse em Mateus que se você tem algum problema com alguém, primeiro pede perdão e depois oferta. Minhas ofertas devem condizer com minha vida com Deus. Finanças não deveriam falar tão alto. Mas ouvimos sermões em que gente berrando condena pessoas que não dão o dízimo. Mesmo com tantas necessidades que experimentamos na missão, ouso dizer que o problema da igreja não é dinheiro: é um problema moral e, por que não dizer, de conversão.

"Não há uma conversão do coração, e sim uma conversão psicológica. Só isso explica andar pelo centro velho de São Paulo e não ter compaixão pelas pessoas caídas. Não dá pra viver um 'evangelho' que não se compadece das pessoas. Como alguém convertido de verdade poderia ver alguém passando fome e dizer: 'eu vou orar por você...'. A julgar pelo que diz o apóstolo João, o que devemos é agir!"

À nossa volta, o cenário é de decrepitude e abandono, mas Macarrão fala com fé e entusiasmo sobre os planos da missão: uma creche para filhos de prostitutas, um projeto filantrópico para construção de casas populares...

Eu e minha turma rumamos pra casa. Vejo toda aquela gente embarcando no metrô lotado, corpos coladinhos, cada um vivendo um mundo tão distante um do outro! Eu não consigo imaginar Jesus fazendo outra coisa que não fosse envolver-se com as pessoas, chorar por elas, buscar os marginalizados. Todos que desejam ver Jesus caminhando em nossas esquinas e cortiços, condomínios e avenidas, farão das palavras finais de Macarrão uma oração:

"Não quero ser chamado de reformado nem de evangélico. Eu quero ser conhecido como cristão, porque quero seguir a Cristo. Quero ter ações na Terra que promovam a pessoa de Jesus."

Obs. O Pr. Paulo Cappelletti está atualmente abrindo um novo trabalho nos mesmos moldes em outro local da Grande São Paulo.

Para maiores informações:

http://www.missaocena.com.br

ou visite a missão:

R. Gen. Couto de Magalhães, 280

01212 – 030 - São Paulo, SP

Fone 11-3331-4471


 


 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

achei muito legal o comentario do zé simão
olha:


"o renam calheiros foi absolvido....
o chavez quer fazer pebliscito até ganhar....
pq o corinthians num pode voltar pra primeira divisão?" rs

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Condicionamento Brasileiro Voluntário!

Bom eu ainda não engoli o lance da Educação no Brasil está perdendo pra todo mundo, achei uma vergonha que um país com uma das maiores culturas do mundo, um povo aclamado por sua cultura, chegar ao nível que chegamos. Francamente eu sempre fui muito ruim na escola, um pentelho mesmo, sempre fui ruinzinho, mas eu não sabia que a coisa estava tão desandada desse jeito, imagina a minha escola que foi uma das piores do ano de 2001, e mais o Estado de São Paulo é um dos piores estados do Brasil, perdendo apenas para o Maranhão, sinceramente to me sentindo como Gideão, ser da pior cidade, do pior Estado, do país que ocupa a 52ª posição de grau de inteligência do mundo, mas a gente ganhou de alguns países sim por exemplo Colômbia, Tunísia, Azerbaijão, Catar, e Quirguistão... bom na Colômbia a criança já tem carreira garantida nas FARC, Azerbaijão e Catar me assusta o fato de alguém ter encontrado alguma escola para aplicar a pesquisa e o Quirguistão como todo respeito eu nunca nem ouvi falar, mas também com essa educação no Brasil, conseguir ler uma revista já é graça de Deus.



O que eu achei interessante é que quando indagaram Hittler como ele iria dominar até então 4 bilhões de pessoas com alguns Arianos ele respondeu apenas que para a Hegemonia Alemã seria necessário proibir os mestiços (latinos, negros, judeus) a estudar matemática, isso faria com que eles nunca tivessem condições para se correr atrás de nada. Bom se Hittler fosse Brasileiro (coisa impossível o Max que ele poderia ser é Argentino), ele não faria muita força pra proibir a gente de estudar não, seria só dar duas aulas de educação física e uns 3 abonos ao mês para cada professor, ai seu plano Maquiavélico seria perfeito!



Mas vamos fazer o que?
O certo é apenas gritar: “How looooooooooooooooooong!!!”
Aquele que tiver ouvidos ouça e o que ainda souber escrever, escreva!

PS: Meus amigos desculpem a concordância e a gramática minha educação não foi das melhores! rs